Primeiro ato de paralisações está marcado para a próxima sexta-feira (29). Saúde, Segurança e Educação reforçam manifestação
portal no ar
Por Dinarte Assunção
Os servidores do Rio Grande do Norte se preparam para iniciar uma
série de paralisações a partir do segundo semestre deste ano. O
movimento não poupará nenhum dos setores considerados essenciais para a
população. Saúde, Educação e Segurança, para citar os principais, já
iniciaram suas mobilizações. Nesta quarta-feira (27), SINPOL cobra implantação do estatuto (Foto: Divulgação)
Além deles, outros órgãos da administração como fundações e
autarquias deverão aderir à luta por melhores salários. A estimativa de
paralisação partiu dos próprios líderes sindicais. O governo, por ora,
afirma que não terá como conceder reajuste em face das dificuldades
financeiras.
O primeiro ato de paralisações está marcado para a próxima
sexta-feira (29), no Dia Nacional de Lutas. Na mesma data, estimou à
reportagem do portalnoar.com a assessoria de imprensa do Sindicato dos
Servidores da Saúde do RN (Sindsaúde), os trabalhadores da categorias
deverão votar e aprovar greve, que se iniciar já a partir de
segunda-feira (1º).
A base do Sindsaúde congrega aproximadamente 15 mil servidores. O
último tipo de reajuste foi dado à categoria em abril do ano passado. No
entanto, explicou o sindicato, a defasagem de períodos anteriores não
foi considerada. Também há pleitos sobre o tratamento isonômico para
servidores do estado, mas que são lotados em municípios.
Até aqui, ainda conforme o sindicato, a demanda atendida foi a de
abastecimento de unidades hospitalares. “Mas infelizmente o reajuste
salarial o governo descarta”, lamentou Simone Dutra, coordenadora do
Sindsaúde. Na segurança pública, bandeira de campanha do governador
Robinson Faria, os funcionários do Instituto Técnico de Polícia
Científica (Itep) realizaram ato nesta quarta-feira (27) em frente à
Governadoria. Eles cobram o envio à Assembleia Legislativa de um projeto
que cria a lei orgânica do instituto, discriminando carreira, planos e
salários.
A categoria tinha um projeto pronto para os 537 servidores, mas o
governo pretende substituir por um menos abrangente, contemplando apenas
os 36 peritos do Itep, conforme a assessoria de imprensa do Sindicato
dos Policiais Civis do RN (SINPOL)
“O que os servidores do Itep querem é que o governador Robinson Faria
cumpra com sua palavra. Quando ainda era candidato, ele pessoalmente
procurou essa categoria e disse que se fosse governador por um dia
enviaria o Estatuto que já estava pronto desde o final de 2013. Logo
após ser eleito, ele mais uma vez afirmou isso. Agora, depois de cinco
meses no Governo, a conversa não é mais a mesma. Além de não ter enviado
o estatuto que já estava pronto, a Secretaria de Segurança e direção do
ITEP construíram uma nova minuta para o projeto”, explicou Paulo César
de Macedo, presidente do Sinpol. Outras categorias
Conforme antecipou na semana passada o portalnoar.com, o
Sindicato dos Trabalhadores da Educação do RN (Sinte) também não estão
satisfeitos com a condução da implantação de sua data-base. O primeiro
sinal de como as coisas estão na área, em que pese serem categorias
diferentes, é a greve proclamada pelos servidores e professores da UERN.
Para além disso, servidores do Detran, Idema, Emater, Idiarn, Jucern,
Ipern, DER, Datanorte, Emparn, Ceasa, Fundação José Augusto, Fundac e
das secretarias de Agricultura, Recursos Hidricos, Infraestrutura,
Planejamento, Assistência Social, Justiça e Cidadania, Assuntos
Fundiários, Desenvolvimento Econômico, Turismo e Gabinete Civil aguardam
os comandos do Sindicato da Administração Indireta (Sinai) para
cruzarem os braços.
“Está tudo na mais perfeita desordem. Tivemos uma primeira reunião
com o governo no dia 11 do mês atual. O governo simplesmente botou uma
bancada de oito secretários junto para dizer que não tinha possibilidade
de reajuste neste ano. A data-base é a prioridade para nós”, afirmou
Santino Arruda, presidente do Sinai, que tem quase 10 mil servidores.
Ele diz que, se nos próximos dias não houver sinalização de que haverá
reajuste, os servidores serão instados a deliberar sobre greves.
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