05/04/2015
Pedro Ribas/ANPR
Batalhão de Operações Especiais atua no treinamento para grupos de elite e na atuação em situações extremas
Subir
morro, andar no mato, carregar equipamento pesado, correr, nadar,
atirar. A tropa de elite da Polícia Militar do Rio Grande do Norte tem
um treinamento intensivo para manter a forma física e as habilidades de
seus soldados. Mas o Batalhão de Operações Policiais Especiais também
tem especialistas que tratam de situações que vão além do confronto
homem a homem, pelo qual o Bope ficou famoso nos filmes.
O Batalhão atua em três vertentes: o treinamento dos policiais que lá são lotados, a realização de curso para as demais unidades e a operação.
Entre as especialidades que esta divisão da PM possui, estão o desarme de bombas e o tiro de precisão, atividade que foi popularizada como sendo responsabilidade de “atiradores de elite”. Só que até chegar lá, os policiais precisam suar e estudar muito.
O NOVO JORNAL conversou com os dois oficiais responsáveis por esses dois esquadrões do Bope e eles contaram como foi a experiência de se preparar para exercer as funções, que exigem equilíbrio emocional, técnica e conhecimentos teóricos de química, física, além de muita prática.
De um lado, a tensão da iminência da explosão de uma bomba e do outro a necessidade de um tiro certeiro para terminar uma situação de crise. Não há possibilidade de erro em nenhuma das duas ocorrências. O tenente Rafael do Nascimento comanda o esquadrão anti-bomba do Bope e a sessão de snipers é coordenada pelo capital Fábio Borja, ambos com muitos anos de treinamento na bagagem e cursos de especialização. Eles estão à frente das operações que exigem a presença de suas divisões.
São os policiais mais preparados dentro da Polícia Militar do Rio Grande do Norte para executar suas funções. O capitão Borja tem 42 anos e foi capacitado junto à Polícia Federal em Brasília em 2009, num curso de seis meses. De lá até aqui foram incansáveis treinos para não permitir qualquer falha. “E ainda não me considero pronto, nem hei de me considerar, pois é muita responsabilidade”.
O tenente Rafael foi treinado por 1 ano e 8 meses na Colômbia, curso que começou em 2010. O oficial lembra que na realidade do país colombiano os ataques eram quase diários, promovidos pelas Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc). “O que me marcou mais no tempo em que estive lá foi a morte de dois policiais que eram maus instrutores, que trabalhavam em Bogotá e davam aula pro curso. Numa ocorrência os dois vieram a falecer. Chegaram no local e tiveram o azar de a bomba explodir”.
Tenente Rafael, o ‘Bomberman’
O tenente Rafael do Nascimento ingressou na Polícia Militar no ano de 2006 e três anos depois decidiu entrar para o Batalhão de Operações Policiais Especiais. Para entrar no Bope, como todos os policiais, primeiro o tenente precisou fazer o Curso de Operações Especiais (Coesp), no qual é submetido a vários situações para que o comando do Batalhão possa avaliar o seu perfil. É o curso que ficou conhecido no país depois do filme Tropa de Elite I.
Em 2010 o tenente Rafael se mudou para Bogotá, onde viveu por quase dois anos. Na capital colombiana presenciou várias situações envolvendo explosivos e aprendeu a lidar com essas ocorrências.
O oficial do Bope lembra que em uma dessas oportunidades representantes das Farc invadiram uma rádio na madrugada e, armados, ordenaram que todos os funcionários deixassem o local. Em seguida, segundo conta o tenente, eles explodiram um carro-bomba na frente do prédio, destruindo a rádio. “Mas lá é uma realidade completamente diferente da nossa, existe uma disputa entre o terrorista e o desativador. No nosso estado o explosivo é voltado para o furto nos caixas eletrônicos”, destaca.
Em todos os registros de violação dos terminais eletrônicos com artefatos explosivos, o esquadrão anti-bomba é acionado, para avaliar e recolher o material. Mesmo nesses casos mais corriqueiros, é preciso cuidado. Segundo relatou o tenente, em outros locais do país já houve casos de os assaltantes deixarem uma carga de retardo para atingir os policiais que atendiam a ocorrência depois que os criminosos deixavam as agências.
Em casos de suspeitas de bombas deixadas em lugares públicos, depois da evacuação, o esquadrão também entra em ação. O tenente Rafael do Nascimento explica que há vários equipamentos que são utilizados para realizar o procedimento de neutralização. Com a vinda da Copa do Mundo para Natal no ano passado, o governo federal enviou boa parte desses aparelhos.
“Um robô, traje anti-fragmentação, raio-x, canhão disruptor, detector de gases e substâncias perigosas, braço robótico. Os equipamentos básicos para se operar nessa área de explosivos”, complementa.
Ainda de acordo com o oficial, quem primeiro vai até o artefato suspeito de ser uma bomba é o robô. O corpo tem quatro câmeras e braços móveis que conseguem carregar tanto o objeto explosivo quanto os aparelhos de raio-x. Caso os especialistas não consigam visualizar o conteúdo do artefato suspeito nem através das câmeras nem do raio-x, aí é que, em último caso, o traje anti-fragmentação é utilizado.
No Rio Grande do Norte a polícia dispõe de uma dessas roupas especiais. “Diferente do que foi mundialmente divulgado pelo filme ‘Guerra ao Terror’. Aquilo ali, pelos procedimentos que seguimos, é a forma como não se deve trabalhar. A gente procura sempre resguardar a integridade física do policial”.
O tenente esclarece que, mesmo quando é necessária a aproximação com a roupa, o policial deve permanecer o mínimo de tempo possível perto da bomba. “Ele deve somente posicionar o raio-x de forma que consigamos ver o que tem dentro do artefato, de uma maneira que o robô, por alguma ocasião, não conseguiu fazer”.
O aparelho transmite as imagens captadas para um computador. Essas imagens são analisadas pelo restante da equipe, composta por 3 pessoas, em média, que observa a situação de longe e vai avaliar o conteúdo.
O robô foi utilizado, na ocorrência mais recente, durante a copa do Mundo. Segundo contou o tenente Rafael, uma mochila foi deixada nas cadeiras da Arena das Dunas depois da partida entre Estados Unidos e Gana, no dia 16 de junho. “Não apareceu o dono e as câmeras não mostraram quem havia deixado”. A bolsa foi levada para um local seguro e explodida. Contudo se tratava de um alarme falso.
‘Snipers’ são o último recurso
Um ex-contabilista que tornou-se o comandante da sessão de atiradores de elite da Polícia Militar do Rio Grande do Norte. Antes de entrar para a corporação, em 2003, o capitão Fábio Borja trabalhava com contabilidade e também já havia sido office-boy. Após 6 anos na PM, em 2009, ele iniciou a preparação para se tornar um sniper. Naquele ano, viajou para Brasília para um curso junto ao Comando de Operações Táticas da PF.
O capitão Borja diz que tem receio em falar sobre sua atividade, porque as pessoas associam o atirador de precisão a um matador. Porém, segundo o oficial, o homicídio não é a primeira missão do sniper. Borja explica que, a princípio, a função do atirador é observar. Posicionado em lugares escondidos da situação de risco e com uma lente que aumenta em até 10 vezes o alvo, o policial pode avisar aos companheiros o que se passa nos arredores do local em que acontece a operação. Essa tática, inclusive, é muito usada em escolta de autoridades.
A segunda função diz respeito à proteção dos demais envolvidos na ação. “No caso do cárcere privado que aconteceu em Capim Macio recentemente, por exemplo, quando os dois policiais iam levar a comida para o tomador de refém nós precisávamos ficar atentos à movimentação dele”.
Segundo o capitão, em terceira e última instância, e somente sob a permissão do comandante da operação, o atirador deve “neutralizar a ameaça”. Ou seja, efetuar o disparo no suposto criminoso.
Entretanto a preparação para lidar com esse tipo de situação é intensa e diária. O capitão Borja afirma que os policiais selecionados para compor a equipe precisam se incluir num perfil pré-estabelecido: terem boa visão, mais de 30 anos, serem casados, terem filhos, terem uma religião, não apresentarem problemas financeiros nem quadros de desequilíbrio familiar e nem podem ter vícios. “Nem por café. Não dá para parar no meio da ação para tomar café”.
O oficial esclarece que a maioria dos aspectos dizem respeito á maturidade do policial e ao seu bem estar emocional. Para puxar o gatilho, o atirador não pode estar pensando em problemas que deixou em casa. “Precisa também ter um interesse acima da média por arma, por munição, tem que gostar de ler para saber das novidades, tem que entender de balística, ter noção de termoquímica, para saber o que acontece se aperta ou não mais uma munição, entender a expansão dos gases, saber de termodinâmica, física, para entender a briga vetorial enquanto está segurando o fuzil”, acrescenta Borja.
Segundo o oficial, o policial precisa saber se tem condições de atirar e tem que saber onde o disparo vai acertar. Para isso, ainda de acordo com o capitão Borja, muitos fatores influenciam. “Tudo influencia: a temperatura, a altura em que o atirador está posicionado, o ângulo de disparo, se tem vidro ou não, se o alvo se mexe, se o atirador está a favor do vento ou contra o vento, a posição do sol em relação ao atirador, se for disparar com chuva, ou no amanhecer do dia, se é com uma temperatura mais baixa, se pega a munição de um lote diferente do que estava sendo usado, mesmo que seja do mesmo fabricante, entre outros fatores”.
Em virtude dessas variantes, os policiais treinam em todas as condições de tempo, e utilizam diferentes tipos de munição para efetuar os disparos.
De acordo com Borja, o sniper também precisa avaliar se o tipo é necessário, aceitável, legal e proporcional à situação. “Se ele atirar, de toda forma vai responder por homicídio. Se errar o tiro vai responder porque não acertou o alvo e caso se negue a disparar depois de uma ordem pode responder por omissão”. Para justificar essas três situações, o policial atirador precisa utilizar como embasamento as condições do disparo que aprende durante os treinamentos. “Na dúvida não se atira, não é uma loteria”.
O Batalhão atua em três vertentes: o treinamento dos policiais que lá são lotados, a realização de curso para as demais unidades e a operação.
Entre as especialidades que esta divisão da PM possui, estão o desarme de bombas e o tiro de precisão, atividade que foi popularizada como sendo responsabilidade de “atiradores de elite”. Só que até chegar lá, os policiais precisam suar e estudar muito.
O NOVO JORNAL conversou com os dois oficiais responsáveis por esses dois esquadrões do Bope e eles contaram como foi a experiência de se preparar para exercer as funções, que exigem equilíbrio emocional, técnica e conhecimentos teóricos de química, física, além de muita prática.
De um lado, a tensão da iminência da explosão de uma bomba e do outro a necessidade de um tiro certeiro para terminar uma situação de crise. Não há possibilidade de erro em nenhuma das duas ocorrências. O tenente Rafael do Nascimento comanda o esquadrão anti-bomba do Bope e a sessão de snipers é coordenada pelo capital Fábio Borja, ambos com muitos anos de treinamento na bagagem e cursos de especialização. Eles estão à frente das operações que exigem a presença de suas divisões.
São os policiais mais preparados dentro da Polícia Militar do Rio Grande do Norte para executar suas funções. O capitão Borja tem 42 anos e foi capacitado junto à Polícia Federal em Brasília em 2009, num curso de seis meses. De lá até aqui foram incansáveis treinos para não permitir qualquer falha. “E ainda não me considero pronto, nem hei de me considerar, pois é muita responsabilidade”.
O tenente Rafael foi treinado por 1 ano e 8 meses na Colômbia, curso que começou em 2010. O oficial lembra que na realidade do país colombiano os ataques eram quase diários, promovidos pelas Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc). “O que me marcou mais no tempo em que estive lá foi a morte de dois policiais que eram maus instrutores, que trabalhavam em Bogotá e davam aula pro curso. Numa ocorrência os dois vieram a falecer. Chegaram no local e tiveram o azar de a bomba explodir”.
Tenente Rafael, o ‘Bomberman’
O tenente Rafael do Nascimento ingressou na Polícia Militar no ano de 2006 e três anos depois decidiu entrar para o Batalhão de Operações Policiais Especiais. Para entrar no Bope, como todos os policiais, primeiro o tenente precisou fazer o Curso de Operações Especiais (Coesp), no qual é submetido a vários situações para que o comando do Batalhão possa avaliar o seu perfil. É o curso que ficou conhecido no país depois do filme Tropa de Elite I.
Em 2010 o tenente Rafael se mudou para Bogotá, onde viveu por quase dois anos. Na capital colombiana presenciou várias situações envolvendo explosivos e aprendeu a lidar com essas ocorrências.
O oficial do Bope lembra que em uma dessas oportunidades representantes das Farc invadiram uma rádio na madrugada e, armados, ordenaram que todos os funcionários deixassem o local. Em seguida, segundo conta o tenente, eles explodiram um carro-bomba na frente do prédio, destruindo a rádio. “Mas lá é uma realidade completamente diferente da nossa, existe uma disputa entre o terrorista e o desativador. No nosso estado o explosivo é voltado para o furto nos caixas eletrônicos”, destaca.
Em todos os registros de violação dos terminais eletrônicos com artefatos explosivos, o esquadrão anti-bomba é acionado, para avaliar e recolher o material. Mesmo nesses casos mais corriqueiros, é preciso cuidado. Segundo relatou o tenente, em outros locais do país já houve casos de os assaltantes deixarem uma carga de retardo para atingir os policiais que atendiam a ocorrência depois que os criminosos deixavam as agências.
Em casos de suspeitas de bombas deixadas em lugares públicos, depois da evacuação, o esquadrão também entra em ação. O tenente Rafael do Nascimento explica que há vários equipamentos que são utilizados para realizar o procedimento de neutralização. Com a vinda da Copa do Mundo para Natal no ano passado, o governo federal enviou boa parte desses aparelhos.
“Um robô, traje anti-fragmentação, raio-x, canhão disruptor, detector de gases e substâncias perigosas, braço robótico. Os equipamentos básicos para se operar nessa área de explosivos”, complementa.
Ainda de acordo com o oficial, quem primeiro vai até o artefato suspeito de ser uma bomba é o robô. O corpo tem quatro câmeras e braços móveis que conseguem carregar tanto o objeto explosivo quanto os aparelhos de raio-x. Caso os especialistas não consigam visualizar o conteúdo do artefato suspeito nem através das câmeras nem do raio-x, aí é que, em último caso, o traje anti-fragmentação é utilizado.
No Rio Grande do Norte a polícia dispõe de uma dessas roupas especiais. “Diferente do que foi mundialmente divulgado pelo filme ‘Guerra ao Terror’. Aquilo ali, pelos procedimentos que seguimos, é a forma como não se deve trabalhar. A gente procura sempre resguardar a integridade física do policial”.
O tenente esclarece que, mesmo quando é necessária a aproximação com a roupa, o policial deve permanecer o mínimo de tempo possível perto da bomba. “Ele deve somente posicionar o raio-x de forma que consigamos ver o que tem dentro do artefato, de uma maneira que o robô, por alguma ocasião, não conseguiu fazer”.
O aparelho transmite as imagens captadas para um computador. Essas imagens são analisadas pelo restante da equipe, composta por 3 pessoas, em média, que observa a situação de longe e vai avaliar o conteúdo.
O robô foi utilizado, na ocorrência mais recente, durante a copa do Mundo. Segundo contou o tenente Rafael, uma mochila foi deixada nas cadeiras da Arena das Dunas depois da partida entre Estados Unidos e Gana, no dia 16 de junho. “Não apareceu o dono e as câmeras não mostraram quem havia deixado”. A bolsa foi levada para um local seguro e explodida. Contudo se tratava de um alarme falso.
‘Snipers’ são o último recurso
Um ex-contabilista que tornou-se o comandante da sessão de atiradores de elite da Polícia Militar do Rio Grande do Norte. Antes de entrar para a corporação, em 2003, o capitão Fábio Borja trabalhava com contabilidade e também já havia sido office-boy. Após 6 anos na PM, em 2009, ele iniciou a preparação para se tornar um sniper. Naquele ano, viajou para Brasília para um curso junto ao Comando de Operações Táticas da PF.
O capitão Borja diz que tem receio em falar sobre sua atividade, porque as pessoas associam o atirador de precisão a um matador. Porém, segundo o oficial, o homicídio não é a primeira missão do sniper. Borja explica que, a princípio, a função do atirador é observar. Posicionado em lugares escondidos da situação de risco e com uma lente que aumenta em até 10 vezes o alvo, o policial pode avisar aos companheiros o que se passa nos arredores do local em que acontece a operação. Essa tática, inclusive, é muito usada em escolta de autoridades.
A segunda função diz respeito à proteção dos demais envolvidos na ação. “No caso do cárcere privado que aconteceu em Capim Macio recentemente, por exemplo, quando os dois policiais iam levar a comida para o tomador de refém nós precisávamos ficar atentos à movimentação dele”.
Segundo o capitão, em terceira e última instância, e somente sob a permissão do comandante da operação, o atirador deve “neutralizar a ameaça”. Ou seja, efetuar o disparo no suposto criminoso.
Entretanto a preparação para lidar com esse tipo de situação é intensa e diária. O capitão Borja afirma que os policiais selecionados para compor a equipe precisam se incluir num perfil pré-estabelecido: terem boa visão, mais de 30 anos, serem casados, terem filhos, terem uma religião, não apresentarem problemas financeiros nem quadros de desequilíbrio familiar e nem podem ter vícios. “Nem por café. Não dá para parar no meio da ação para tomar café”.
O oficial esclarece que a maioria dos aspectos dizem respeito á maturidade do policial e ao seu bem estar emocional. Para puxar o gatilho, o atirador não pode estar pensando em problemas que deixou em casa. “Precisa também ter um interesse acima da média por arma, por munição, tem que gostar de ler para saber das novidades, tem que entender de balística, ter noção de termoquímica, para saber o que acontece se aperta ou não mais uma munição, entender a expansão dos gases, saber de termodinâmica, física, para entender a briga vetorial enquanto está segurando o fuzil”, acrescenta Borja.
Segundo o oficial, o policial precisa saber se tem condições de atirar e tem que saber onde o disparo vai acertar. Para isso, ainda de acordo com o capitão Borja, muitos fatores influenciam. “Tudo influencia: a temperatura, a altura em que o atirador está posicionado, o ângulo de disparo, se tem vidro ou não, se o alvo se mexe, se o atirador está a favor do vento ou contra o vento, a posição do sol em relação ao atirador, se for disparar com chuva, ou no amanhecer do dia, se é com uma temperatura mais baixa, se pega a munição de um lote diferente do que estava sendo usado, mesmo que seja do mesmo fabricante, entre outros fatores”.
Em virtude dessas variantes, os policiais treinam em todas as condições de tempo, e utilizam diferentes tipos de munição para efetuar os disparos.
De acordo com Borja, o sniper também precisa avaliar se o tipo é necessário, aceitável, legal e proporcional à situação. “Se ele atirar, de toda forma vai responder por homicídio. Se errar o tiro vai responder porque não acertou o alvo e caso se negue a disparar depois de uma ordem pode responder por omissão”. Para justificar essas três situações, o policial atirador precisa utilizar como embasamento as condições do disparo que aprende durante os treinamentos. “Na dúvida não se atira, não é uma loteria”.

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