quarta-feira, 29 de abril de 2015

Jovem baiana é aceita em nove universidades dos Estados Unidos

EXEMPLO  DE  VIDA  A  SER   SEGUIDO

9adtvv60sv_20l1863sc1_fileGeorgia Gabriela da Silva Sampaio, 19 anos, promete fazer história. A jovem baiana, natural de Feira de Santana, negra e de classe média baixa não permitiu que as circunstâncias da vida lhe dessem limites.
Aprovada em nove universidades dos Estados Unidos, que estão entre as melhores e mais seletivas do mundo (Stanford University, Minerva, Duke University, Northeastern University, Middlebury College, Yale University, Columbia University, Dartmouth College e Barnard College), Georgia tem a difícil missão de escolher em qual delas estudar.
Em entrevista ao R7 BA, a jovem conta que para chegar a esta conquista foi preciso romper muitas barreiras e acreditar sempre que era possível.
— Já ouvi muitos ‘nãos’ na vida, mas eles nunca me desanimaram. O segredo é acreditar que você consegue fazer coisas além do seu limite e escolher sua própria história de vida.
97fonfj34_5lynkhs44o_fileEm 2014, Georgia foi uma das brasileiras selecionada em um concurso de inovação da Universidade de Havard, com uma pesquisa que simplifica o exame para detectar a endometriose, doença que atinge milhares de mulheres e tem um diagnóstico tardio e caro.
— Minha tia teve a doença e precisou tirar o útero. Então pensei em como poderia ajudar outras mulheres com um diagnóstico menos invasivo e mais barato.
6yiby5fffi_5v0t60o3ia_fileEla destaca duas coisas importantes para construção de sua carreira: primeiro, a busca pelo conhecimento e crescimento acadêmico e segundo, conciliar o conhecimento adquirido com o social.
— Até aqui sempre ocorreu o oposto. Para que eu estudasse em escolas particulares me deram bolsas, pessoas contribuíram com livros e de tantas outras formas para que eu crescesse. Quero retribuir isso, mas de uma maneira que não seja necessária minha presença física. Produzindo algo, como este teste rápido para detectar a endometriose, estarei ajudando pessoas pelo mundo inteiro e, se eu morrer, aquilo não vai se acabar junto comigo.
A jovem que agora precisa dizer ‘não’ a oito universidades norte-americanas, no entanto, já ouviu muitos ‘nãos’ na vida, inclusive em algumas universidades que agora a aceitaram.
— A gente já nasce com um não, então não me deixo intimidar com o tamanho do meu objetivo. A parte mais importante é tentar conseguir e correr atrás.
23froh0waw_4mfpdctw3i_fileGeorgia conta que sempre foi incentivada por seus pais a estudar. Sua mãe conseguia bolsas para ela estudar em escolas particulares e, em contrapartida, a jovem estudava para se destacar e “justificar” o investimento das instituições.
Quando descobriu que havia a possibilidade de estudar nas melhores universidades do mundo, Georgia começou a se preparar para o processo seletivo, que consiste em três provas (uma geral e duas de matérias específicas), um teste de proficiência em inglês, análise de currículo escolar, redações e envio de cartas de recomendação.
Sua primeira tentativa para ingressar em uma universidade norte americana deu errado. Das sete que tentou, nenhuma a aprovou. Mas, isso não foi suficiente para fazê-la desistir. Inspirada pela história de vida de outra brasileira, a Bel Pesce- mais conhecida como ‘A menina do vale’ – , Georgia decidiu se preparar mais e tentar de novo.
2vmtyajliv_9tqt11w6it_fileEm 2014, apesar de ter sido aprovada na UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana) e UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a jovem dedicou-se integralmente aos estudos além de realizar atividades extracurriculares, que contam ponto nas seleções, e à sua pesquisa sobre endometriose.
Todo o esforço valeu a pena, quando em março deste ano começou a receber as cartas de aprovação das nove universidades.
Georgia tem até o mês de maio para decidir onde irá estudar. Ela afirma que sua escolha será com base em alguns princípios.
— Estou levando em conta a bolsa, a oportunidade para fazer pesquisas individuais, o quanto a universidade é forte em áreas como engenharia biomédica e ciência da computação e, além disso, o quanto de networking eu já tenho lá.
A jovem acredita que o mais importante é continuar lutando pelos seus sonhos e mostrar que é possível chegar onde se quer, se houver esforço e confiança em si mesmo.
— Não importa qual seja o seu sonho. Pode parecer simples, mas se é importante para você, corra atrás, se esforce e vá além do seu limite.
R7

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