Nova publicação em Comandante Geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte |
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UMA OPINIÃOby . |
"Temos uma opinião parcial de nós mesmos". Thomas Hobbes
PORQUE NOS ODEIAM TANTO?
Será
que as pessoas sabem o que é ser Policial Militar? Ser Militar é servir
a uma “arma”, que caracteriza-se em uma “causa”, uma carreira de
habilitação, treinamento e capacitação com tecnicidade específica,
preparo que se constitui em sólidos pilares da Disciplina e da
Hierarquia, ao submeter-se às Leis e às Normas vigentes no País,
estabelecidas pelo sagrado instituto Constitucional, que ilumina os
objetivos desta Nação: A “Ordem e o Progresso”, além da justiça,
da honra e de valores. Ele (Militar) sabe mais sobre honra, lealdade,
justiça e verdade do que você, que jamais saberá por não os conhecer. Já
a Polícia Militar é uma Instituição organizada, também, com base na
hierarquia e disciplina, cuidando da prevenção criminal em diversas
áreas urbana, rural e rodoviária nos 853 municípios de nosso Estado.
Sedimentada em sua essência, nos dias atuais, na filosofia de polícia
comunitária e aplicação dos Direitos Humanos. A falácia da desmilitarização busca
descontruir uma Instituição sólida voltada para servir e proteger ao
cidadão, apresentando uma proposta pré-fabricada recheada de ideias com
questionável interesse público, porém com forte apelo ideológico. Então,
por quê você nos odeia? Se me preparei para servir ao cidadão.
Segundo
Raphael Bluteau, a polícia é a “boa ordem que se observa as leis que a
prudência estabeleceu para a sociedade nas cidades.” Portanto, a ideia
de manter a ordem está presente na rica história que transcende essa
geração. Na discussão recente de uma pauta acerca da desmilitarização
das Polícias Militares, que considero falaciosa, jamais será a panaceia
mirabolante para resolver os problemas na Segurança Pública. Sem se
aprofundar no longo processo evolucionário de nossa Polícia Militar, não
incorra no erro de ter a ideia que o termo Militar seja apenas a
significância de uma estrutura beligerante e que seus integrantes, os
policiais militares – homens e mulheres – dos dias atuais são treinados
para “matar o inimigo”. Por favor! E nem tampouco, que nossos pilares -
HIERARQUIA E DISCIPLINA – sejam consideradas concepções que
permitem promover a humilhação ou que nos imponha subserviência ou
submissão. Humilhação, soberba, empáfia, arrogância, orgulho, ganância,
intolerância são características humanas, presentes em qualquer setor da
sociedade. Porque todos esses setores são constituídos de pessoas,
susceptíveis de erros. Nada tem haver com “hierarquização e disciplina”.
Fuja desse desejo infame de demonização de uma instituição prestadora
de bons serviços à sociedade, isto se dá porque você não nos conhece.
Conheça-nos!
Nossa formação, desde sempre, encontra-se empenhada em bem servir à
população do nosso Estado e em realizar as suas atividades de Segurança
Pública de maneira verdadeiramente integrada, que seja pelo menos com as
pessoas destinatárias dos nossos serviços, visando a preservar e
assegurar o clima de segurança e de Paz que essas pessoas necessitam
desfrutar. Obviamente, podemos muito e nos esforçamos para isto,
diariamente, mas não podemos fazer tudo! Nesse contexto do nosso
desempenho, a Polícia Militar é e jamais fugiu deste propósito, ser
transparente, executar suas atividades, totalmente aberta a sugestões e
ao diálogo com os cidadãos, para superar quaisquer óbices de toda
espécie, corrigir desvios de conduta e, sobretudo, esclarecer equívocos.
Somos uma Instituição composta, hoje, de aproximadamente, quarenta e
cinco mil homens e mulheres, que atendem mais de 15.000 ocorrências dia,
com notável demonstração de compromisso social e elevado espírito
profissional. Você, que possa vir a desejar a nossa extinção esteja
certo que estaremos sempre prontos e dispostos a lhe servir e proteger.
Nunca esperamos agradecimentos, esperamos se possível, o reconhecimento
do nosso trabalho. Escolhemos ser PM e prestamos o sagrado juramento de
“...protegê-lo mesmo com o sacrifício de nossa própria vida.” Por quê,
então, nos odeia?
Convidamos-lhe
a nos conhecer. Nunca, em toda a história, foi tão necessário
desenvolver uma visão abrangente sobre a Polícia Militar, como hoje,
seja do ponto de vista de sua história, seja sobre o seu papel social
que exerce, seja pelos fins que busca alcançar, seus treinamentos, a sua
filosofia cidadã, comunitária e de respeito aos Direitos Humanos. E
você, não nos conhece? Fuja desta tamanha desfaçatez. Somos a “Democracia Fardada”
que lhe assegura os seus direitos e sua dignidade, a fim de que isto
não lhe seja violado e, se isto, acontecer, faremos o melhor para
restabelecê-los. Por quê, então, nos odeia? Acredito que esteja fundado
em ideias errôneas, em desinformação ou ideologias exacerbadas. Vou te
contar. Você por acaso talvez não saiba. Diante do nosso mais intenso
envolvimento comunitário, fruto de nossa concepção atual de policia
cidadã, graças à nossa imensa capilaridade no Estado, participamos da
vida de todas as pessoas nas comunidades em Minas. Daí conhecemos nossa
gente e ela nos conhece, ela sabe que somos uma nova Polícia Militar,
pois somos a face mais visível do Estado próxima delas. Visível no
cumprimento da lei e da ordem e, até no apoio social quando precisam. Se
você não sabe, permita-me te dizer somos desse mesmo tecido social que
você faz parte. E você não me conhece? Ou tem uma visão preconceituosa
da minha atividade? Conheça-nos!
De
fato atribuo culpa a todos integrantes de nossa Instituição do soldado
ao Coronel por nos afastarmos do cenário político-partidário, em prol de
apenas se dedicarem a proteger ao cidadão. Precisamos debater o tema,
nos politizar. Com certeza se a Segurança Pública fosse discutida por
quem a exercita, todos os dias, por longos 30 anos, inclusive nos
momentos em que excede suas hora de trabalho, ou, trabalham quando você
se diverte ou dorme, teríamos soluções viáveis e mais comprometidas para
esses problemas. E, ademais a valorização e o reconhecimento que
merecemos. Hoje, mais do que participar de uma consulta popular
incipiente, em um site, promovida pelos representantes dos Estados no
Congresso. Devemos refletir que a questão é muito mais séria do que
isto. Nós e nossos familiares somos quem escolheremos, com uma
expressiva votação, o futuro governador e os nossos futuros
representantes. O governador será quem constitucionalmente vai nos
assegurar ou não nossos direitos e estrutura. Assim, não se esqueçam
disso, as nossas soluções, passam pelas nossas mãos e pelas mãos dos
nossos familiares e daqueles que fizeram muito por essa sociedade antes
de passarem para reserva altiva. Aí estão nossas futuras decisões. Basta
que nos unamos. Sejam quais forem os resultados dessa enquete sobre o
que pensam de nós, em nada irá alterar nossa prontidão. Não que isso
seja um mérito inalcançável por outros grupos, apenas, de forma ímpar,
nos diferenciamos por fazermos renúncias que outros jamais pensariam
fazer. Aceitar passivamente e com imobilismo, sem sequer fazer o
trabalho crítico do pensamento sobre o próprio pensamento de quem vai
decidir nosso futuro. É inaceitável, ensinou o filósofo Michel Foucault.
Precisamos de representantes sérios, comprometidos e nossos!
Ten Cel PM Alberto Luiz Alves - PMMG
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